Produtores rurais aprovam melhorias da Cemig Agro, mas ainda apontam falhas
Audiência na ALMG discute o programa, que, apesar de avanços, ainda enfrenta críticas sobre a qualidade do atendimento e a falta de investimentos
A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou uma audiência pública na terça-feira, 9, para avaliar os serviços prestados pela Cemig Agro, divisão da Companhia Energética de Minas Gerais focada no setor rural.
Embora o órgão tenha sido elogiado por melhorias no atendimento, produtores e entidades ainda apontam falhas, especialmente no que diz respeito à qualidade da energia e ao custo da tarifa.
Representantes de associações de produtores rurais reconheceram os esforços da Cemig Agro, que implementou um canal de comunicação mais direto e uma central de atendimento dedicada ao setor.
Antônio de Freitas, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), destacou a importância do trabalho de proximidade da empresa.
O coordenador do grupo de trabalho de agronegócio da Cemig, Wilson Nogueira, afirmou que a empresa investiu em capacitação de equipes, automação e digitalização de processos para agilizar os atendimentos.
Apesar das melhorias, as críticas persistem. Produtores reclamam da falta de investimentos na modernização da rede e da instabilidade no fornecimento de energia, que causa prejuízos a atividades como a irrigação.
Outro ponto de insatisfação é o alto custo da tarifa, que impacta a competitividade do agronegócio mineiro.
Já Catherine Capdeville, da Comissão de Agronegócios da OAB-MG, reclamou dos problemas enfrentados por produtores rurais para obterem a ligação de suas usinas fotovoltaicas pela Cemig.
Segundo ela, a empresa estabelece o prazo de 120 dias para que os solicitantes cumpram todas as etapas, que incluem, entre outras, o parecer de acesso, a instalação da usina, e por último, a autorização da ligação pela concessionária.
Esse prazo, segundo a advogada, seria muito curto para o produtor realizar todo o processo.
A Cemig Agro informou que as principais causas de desligamentos no campo são a vegetação, que interfere nas redes elétricas, e a colisão de animais com a infraestrutura.
Para tentar mitigar esses problemas, a empresa afirmou que aumentou o número de podas e a frequência de rondas aéreas para identificar e corrigir falhas na rede rural.
A audiência na ALMG reforçou a necessidade de um diálogo contínuo entre a Cemig e os produtores rurais.
O setor, fundamental para a economia de Minas Gerais, espera que a concessionária continue investindo na qualidade do serviço para garantir o desenvolvimento do agronegócio no estado.
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