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<title>Notícias de Janaúba e região &#45; : Opinião</title>
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<description>Notícias de Janaúba e região &#45; : Opinião</description>
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<dc:rights>Copyright © 2026 Portal Serra Geral News &#45; Todos os Direitos Reservados.</dc:rights>

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<title>Um pinto ciscando no lixo</title>
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<description><![CDATA[ Na coluna Serrando Geral, Marcão Leal escreve crônicas sobre assuntos do cotidiano da Serra Geral e do Norte de Minas ]]></description>
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<pubDate>Fri, 20 Dec 2024 14:36:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Sem fazer muito barulho, ou pouco caso dos adversários que passaram pelo meu caminho e foram muitos, nessa trajetória de mais de 45 anos de futebol e tantos outros esportes, acho que seria um gol contra não citar aqueles que valorizaram as minhas conquistas... </p>
<p>Por tantos caminhos que trilhei, em tantos campos que joguei, quero destacar, o primeiro de terra, o velho campo do Olaria, cercado por tantas escavações, que mais parecia a face da lua, onde iniciei aos 16 anos e tinha como companheiros de equipe os veteranos Balaio, Rui, Lucas, João Guache e tantos outros que não consigo mais me lembrar, mas que foram importantes e fizeram parte dessa história, tendo ainda, o Olaria, com as cores verde branco, já que anos depois, passamos a ostentar o rubro-negro de tantas glorias. </p>
<p>Foi assim, diante de muitos obstáculos, terra batida e buracos, que entrei na minha primeira decisão, uma decisão, de uma trajetória incrível, já que misturava, futebol com atletismo e dedicava muito mais tempo ao meu esporte favorito, competindo nos 100 e 200 mts rasos, por Janaúba e por Minas Gerais.</p>
<p>Só ganhei o meu primeiro título pelo amador, com o Juventude E. Clube, já em 79 e logo depois, jogando pelo E.C. Juventus, um campeonato que marcou a minha trajetória, marquei o gol do título, mas não pude comemorar, já que ao cabecear a bola do gol, numa falta batida pelo famoso Esquerdinha, ex-profissional do Bahia (que tinha uma verdadeira bomba na perna esquerda), com a bola molhada de chuva e empapada de terra do campo mineirinho, perdi os sentidos e só recobrei a memória, muitas horas depois e fiquei então sabendo, que havia feito o gol da vitória. </p>
<p>Lembro bem, do saudoso Sr. Alfredo, presidente do Juventus, me dizendo, acorda menino, o gol da vitória foi seu.  </p>
<p>Com o Olaria, vencemos dois títulos e perdemos uma decisão, dolorida, onde perdi um pênalti e poderia ter sido o artilheiro e campeão, mas quis o destino, que depois dessa final, ficaria 15 anos, sem bater pênaltis, traumatizado e envergonhado com a derrota, por minha causa.  </p>
<p>Passei depois pelo Corinthians de Walber (Bola) e Portuguesa de Edson e voltei a disputar e ganhar títulos, nos clubes sociais da vida. Campeonatos do trabalhador em 1º de maio, sempre para veteranos acima de 35 anos, foram muitas disputas e títulos, por quase todos os clubes de Janaúba: Tupi, Serrano, Caiçara e ABIP, sempre carregando a responsabilidade de fazer gols e não decepcionava meus pares...</p>
<p>Nos campeonatos internos dos clubes, fui acumulando decisões e títulos, no Caiçara, chegamos a várias decisões e muitos títulos e outras tantas artilharias, mas, me lembro bem, de um título marcante no ABIP, onde, depois de um empate por 2x2, entre as equipes da Casa Bella e Arroz Rosalvo, tive que voltar a bater um pênalti, depois de 15 anos, já que todos já haviam batido e permanecia empatada a partida...</p>
<p>O  espaço que deveria percorrer,  entre o meio campo e a marca do pênalti, se tornou o mais longo percurso já feito por mim, em toda a minha trajetória desportiva... </p>
<p>O locutor Pedro Wilson que narrava a partida, teimava em lembrar, do pênalti perdido na decisão do amador há 15 anos e só restou para mim a desolação e que de antemão, já sabia que perderia a disputava mais uma vez. </p>
<p>Ao chegar na marca do pênalti, o nosso goleiro Marquinhos me falou a frase, que não esqueço jamais: “faz o gol, que eu pego o pênalti deles” e uma centelha se acendeu em mim e me tornei supremo e imbatível naquele momento e com os olhos fechados, depois da batida, só senti os abraços dos companheiros e quando o nosso goleiro defendeu o pênalti, a comemoração foi intensa e com travessia do campo, de joelhos pagando a promessa feita.</p>
<p>Tudo isso culminou no domingo, 15 de dezembro de 2024, com a 28ª decisão e o 18º título, com mais de 20 artilharias, com muita persistência e garra, nas categorias titular e depois cascudinho, passando quase sem perceber pelo cascudo, por causa da gana, de querer jogar e ajudar todas as categorias. </p>
<p>Um verdadeiro suplicio de amores, mas, futebol para mim é isso. A alegria de um pinto ciscando no lixo. Inexplicável, pela dor que carrego.</p>
<div class="post-text mt-4">
<p><strong>* Marcão Leal é empresário do setor de comunicação em Janaúba</strong></p>
</div>]]> </content:encoded>
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<title>O produtor rural e os novos impostos</title>
<link>https://www.serrageralnews.com/o-produtor-rural-e-os-novos-impostos</link>
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<description><![CDATA[  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 16:37:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>agronegócio, opinião</media:keywords>
<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto que regulamenta a reforma tributária (PLP 68/2024), em tramitação no Senado Federal, já recebeu mais de 1.400 emendas, das quais parte será incorporada ao texto.</p>
<p>Isso exigirá o retorno da proposta à Câmara dos Deputados. A expectativa dos parlamentares é concluir a votação do projeto, nas duas Casas, até o final do ano. Após a construção de um texto de consenso no Congresso Nacional, o acordo também envolverá o governo federal.<br> <br>Há muitos anos, discute-se a necessidade de uma reforma tributária. Em um discurso na Central do Brasil, em 1963, o ex-presidente João Goulart já propunha essa ideia. Naquela época, a carga tributária no Brasil era de 17,5%; hoje, esse índice está entre 34% e 35%.</p>
<p>O tema tem sido debatido nas últimas décadas, e agora, nossos parlamentares e o governo pretendem aprová-lo em 60 ou 90 dias. Isso parece uma decisão bastante precipitada que, certamente, vai gerar consideráveis problemas e complicações fiscais e tributárias, notadamente para os produtores rurais.<br> <br>Diante desse cenário, o mínimo necessário é que a sociedade brasileira, especialmente, os diversos segmentos do agronegócio, procure o auxílio técnico atualizado de um profissional da área fiscal e tributária para fazer os ajustes necessários decorrentes da reforma tributária que está a caminho !.<br> <br>É importante destacar que a maioria dos produtores rurais é, na verdade, uma empresa. O fazendeiro, o produtor rural, é uma empresa.<br><br>Sim, o produtor rural pode ser considerado empresário, desde que a atividade rural seja a sua principal profissão. O produtor rural pode optar por se inscrever como empresário, mas também pode permanecer como pessoa física; todavia, não fugirá dos impostos. <br><br>O produtor rural é a pessoa física que explora a agricultura, a pecuária, a silvicultura, a aquicultura, a pesca ou o extrativismo de produtos. </p>
<p>O empresário rural é aquele que exerce profissionalmente uma atividade econômica ligada à terra, à produção de animais ou à comercialização de produtos, o que acontece com a maioria dos pequenos produtores rurais que, atualmente,  são a força do agronegócio no Brasil. <br><br>No segundo semestre de 2025, serão necessários os primeiros ajustes tributários, e, a partir de 2026, conviveremos com dois sistemas tributários.<br> <br>É essencial que os produtores rurais estejam atentos às novas regras contábeis, para evitar o pagamento de tributos em excesso e, também, se precaver contra prejuízos.</p>
<p>No cenário atual, especialmente sob o governo vigente, a Receita Federal implementou diversas penalidades para o descumprimento de obrigações acessórias, muitas delas decorrentes de erros no preenchimento de documentos fiscais.<br> <br>Outro grande desafio enfrentado pelos produtores rurais é o pagamento do imposto de renda. A apuração correta do imposto de renda de um produtor rural é complexa, pois exige o controle do livro caixa, que inclui a contabilização de despesas como óleo diesel, insumos e outros custos essenciais.</p>
<p>É crucial estar atento para não pagar mais do que o devido. Além disso, é importante saber quais despesas são dedutíveis e evitar a omissão de informações, o que pode gerar autuações.</p>
<p>Em 2022, a Receita Federal realizou uma operação direcionada exclusivamente aos produtores rurais, fiscalizando 67 mil deles e emitindo um número considerável de autos de infração.<br> <br>É vital que o produtor rural entenda que seu empreendimento é um negócio. Muitas vezes, esses produtores começaram suas atividades há muitos anos, trabalhando sozinhos ou com a família, e o negócio cresceu.</p>
<p>No entanto, por falta de conhecimento, muitos não pagam os impostos corretamente, operando como empresas informais.</p>
<p>Quando se tornam pessoas jurídicas, enfrentam inúmeras responsabilidades adicionais, que não são simples de administrar. A complexidade atual é grande, e com a reforma tributária, haverá ainda mais mudanças para os pequenos produtores.<br> <br>A reforma, ao que tudo indica, vai simplificar apenas o processo de arrecadação, mas não a vida do contribuinte.</p>
<p>Durante sete anos, conviveremos com dois sistemas tributários simultâneos: o atual e o novo. Esse período será mais complicado do que a situação atual. Como não há clareza sobre o funcionamento do sistema no futuro, não podemos garantir que será mais simples.</p>
<p>Por isso, é fundamental que nos preparemos desde já. A reforma tributária está batendo à porta! Como dizia Winston Churchill: "Não há nada que o governo possa lhe dar que não tenha tirado de você antes."<br> <br>* <strong>Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados</strong></p>]]> </content:encoded>
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