Eu... sem noção
Quem sabe, pode tudo - ou quase nada, se o intuito é gerar um circuito no sistema que se desintegrou. Mas acabou e se tornou imperfeito diante da beleza e da perfeição.
Quem dera poder saciar a fome dos desnutridos de informação, quando sorrir sozinho será a paz que te abraça. E ninguém consegue suprir a empatia que a euforia causa nos homens sentados no banco da praça.
Aí, se eu pudesse falar tête-à-tête com Deus, pediria paciência aos homens de meia-idade - que nem a saudade consegue estancar.
As lágrimas de crocodilo, que hoje molham o chão, precisam de muitos metros de pano para virar lenços e lençóis.
Quem sois vós, que não suportam as críticas? Inventai outros afazeres e incluí-vos no âmbito da procriação.
Sede efêmeros, discuti a relação com quem te ama e levantai-vos, em um só pulo, dessa cama que te adoece e não te ama.
Falai dos apaixonados, dos somados e dos partidos, mas não aceiteis gorjetas: elas te levam para a sarjeta. E, entre sacos de lixo, velai por vossa alma pecadora; diante da moça sonhadora, deixai-vos levar ao céu.
Permita-se defender ao léu quem quer que seja, mas leve ao extremo o imprescindível supremo e faça de conta que tudo não passou de um carnaval. A bravata do engano completou mais um ano e o meu avô, enfim, sorriu.
* Marcos Leal é publicitário
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